segunda-feira, 20 de agosto de 2012

2 ano EM - Os Rebanhos Brasileiros e a Agropecuária...


Os rebanhos brasileiros
Bovinos


O Brasil, com um total de mais de 154 milhões de cabeças, está entre os primeiros criadores mundiais.
O crescimento da bovinocultura é estimulado pela ampliação do mercado interno e pelo aumento da demanda internacional. Todavia, esse crescimento é mais de ordem numérica que qualitativa.
O Centro-Oeste foi a região em que a bovinocultura teve o crescimento mais expressivo nas últimas décadas, favorecido pela natureza do cerrado. O Norte tem mais dificuldades, mesmo assim o número de bovinos vem aumentando muito.
No Centro-Sul, o crescimento é acompanhado de melhoria de qualidade. Nas regiões Sul e principalmente Sudeste, a pecuária leiteira ganha cada vez mais espaço.
Quanto à distribuição regional do rebanho brasileiro, destacam-se o Centro-Oeste (31,6%), o Sudeste (23,5%), o Nordeste (17,5%) e o Sul (16,4%).

Suínos


A suinocultura é o segundo rebanho do país, cresceu lentamente nas últimas décadas em relação a bovinocultura.
Contudo na região Sul, tem-se obtido uma significativa melhoria na qualidade dos animais. Ao mesmo tempo, a antiga criação do porco-banha, foi substituída pela criação de raças destinadas à produção de carne. A suinocultura desenvolveu-se com a instalação de frigoríficos na região e a criação tornou-se comercial.
Além dos três estados sulinos, que são os maiores criadores, a suinocultura tem grande destaque em Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

Ovinos


A ovinocultura é praticada em grande escala no Rio Grande do Sul, onde as condições são as mais favoráveis do país. A criação é associada com a pecuária de corte na Campanha.

Outros rebanhos


Embora considerados secundários em termos nacionais, assumem importância regional, como os caprinos, os assininos e os muares no Nordeste, e os eqüinos nas áreas tradicionais de pecuária.

Aves


A partir da década de 1960, a criação de aves desenvolveu-se muito.
A criação deixou de ser uma atividade de "fundo de quintal" e assumiu um caráter comercial. Com isso, a produção de carnes e ovos cresceu substancialmente.

O espaço agrário em transformação

As recentes transformações do espaço agrário brasileiro são representadas principalmente pela modernização das atividades e pela ampliação das fronteiras agrícolas.
Apesar da ampliação da área total ocupada por estabelecimentos rurais em relação à superfície do país, pode-se dizer que o território brasileiro ainda é subaproveitado, pois a metade dele não está incorporada à economia nacional.
Na Europa e nos Estados Unidos, as transformações do espaço agrário estiveram ligadas às novas imposições do capitalismo monopolista no início do século. No Brasil, essa fase do capitalismo desenvolveu-se somente após a década de 1950. Além de tornar a agricultura grande consumidora de produtos industriais, passaram a adquirir terras e investir capital também no campo.
O Estado tornou-se um importante agente econômico, regulamentando o mercado de trabalho, incentivando a expansão das grandes indústrias.
Diversas medidas governamenntais estimularam a modernização da agropecuária brasileira, tais como:
  • Facilidades concedidas às empresas para obtenção de empréstimos bancários e incentivos a certas lavouras;
  • Incentivos para a compra de terras no Centro-Oeste e Amazônia.

A expansão intensiva da agropecuária


As áreas de expansão intensiva concentram-se principalmente no Centro-Sul do país.
Já na década de 1970 as regiões Sudeste e Sul caracterizavam-se por um grande aproveitamento da superfície agrícola, apresentando elevados índices de mecanização. Os pioneiros da modernização agrícola foram São Paulo e Rio Grande do Sul. A partir do final da década a mecanização foi-se ampliando para outras regiões.
No Centro-Oeste, a agricultura brasileira incorporou extensas áreas de cerrado no planalto Central, onde a topografia plana favorece a mecanização. O problema do uso desses insumos modernos é a ameaça que eles podem representar ao equilíbrio do meio ambiente, por conterem substâncias tóxicas. As mesmas substâncias podem causar o envenenamento das pessoas que com elas trabalham, além de comprometer a própria saúde dos consumidores.


Fonte:http://netopedia.tripod.com/geogra/rebanhos_brasileiros.htm  acesso em 20/08/12 às 14h29



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As características da Agropecuária




Atualmente, as atividades praticadas na zona rural já não são mais necessariamente pecuária e agricultura, algumas atividades têm modificado a configuração das relações de produção econômica no campo. Na área rural tem crescido alguns tipos de estabelecimentos como: Hotéis fazenda, spas, clínicas de repouso, clubes de pescas, ecoturismo etc. 

Agrossistemas

Consolidam-se nos tipos de cultivo ou de criação que serão produzidas as espécies de plantas e/ou raças de animais, assim como as técnicas envolvidas na produção agrícola ou na pecuária, além de analisar o tamanho das propriedades rurais e o nível tecnológico.

Classificação dos Agrossistemas


As propriedades rurais são classificadas segundo o nível tecnológico aplicado na pecuária e agricultura, com isso os Agrossistemas podem ser:


Pecuária Tradicional: Criação de gado sem preocupação com a genética, com a saúde animal, com a qualidade das pastagens, os animais são criados soltos em grandes áreas sem receber maiores cuidados e com baixa produtividade.

Pecuária Moderna: E a criação a partir de cuidados com a genética, analisando as vantagens da criação de uma determinada raça, utilização de medicamentos, além de acompanhamento de um veterinário. Nesse sistema de criação a área pastoril é de pastagens de qualidade e com elevado índice de produtividade.

Agricultura Tradicional: É o cultivo de uma determinada cultura sem utilização de defensivos agrícolas, as sementes não são selecionadas, não há correção de solo, as técnicas praticadas são rudimentares, como arado de tração animal, com produção baixa pela falta de modernização.

Agricultura Moderna: É o cultivo intensivo, ou seja, alta produtividade em menos terras cultivadas, isso ocorre porque a produção é estruturada nas mais modernas técnicas e máquinas. Nesse tipo de produção é realizada primeiramente a correção do solo, são observadas as previsões do tempo para executar o plantio, as sementes são selecionadas, imunes a pragas e também são adaptadas ao clima, aplicação de fertilizantes, além do acompanhamento de um agrônomo, o trabalho de plantio e colheita é realizado por modernos tratores e colheitadeiras, garantindo alta produtividade.


Os agrossistemas são analisados também a partir do tamanho das propriedades rurais, podendo ser: latifúndio (grandes propriedades rurais com mais de 200 hectares), minifúndio (são pequenas e médias propriedades rurais).


Plantations

São grandes propriedades rurais monocultoras, ou seja, cultivam uma única cultura com produção destinada à exportação. As plantations são heranças do período colonial de vários países das Américas, África e Ásia, pois no período colonial eram responsáveis pela produção de produtos tropicais muito apreciados na Europa. Nas plantations a mão de obra era escrava, exploravam negros trazidos da África.


Agricultura Itinerante

Esse tipo de agricultura consiste no plantio de roças, onde o local cultivado é queimado ou retira-se a vegetação, os meios de produção são rudimentares, os solos geralmente são pobres; quando a área cultivada esgota-se, outra área é procurada.
A produção da agricultura itinerante é voltada ao abastecimento do mercado local, mas a intenção principal é a subsistência.


Agricultura de Jardinagem

Praticado principalmente na rizicultura (plantio de arroz), essa prática tem ocorrido há vários séculos na Ásia.
As áreas cultivadas são minifúndios e o trabalho é manual e bastante minucioso (por isso o nome jardinagem), a produção é comercializada com a população.


Pastoreio Nômade

Consiste na produção extensiva da pecuária, os animais são levados a percorrer caminhos em busca de ares que ofereçam água e pastagens, essa locomoção é constante. A produção, geralmente muito baixa, é destinada à manutenção das famílias (subsistência) e o restante é comercializado no mercado.


Revolução Verde

A Revolução Verde foi uma evolução tecnológica que ocorreu no meio rural a partir da década de 60, foi possível devido ao incremento tecnológico que favoreceu a produção em grande escala. A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome, pensava-se que se a produção de alimentos ofertasse um grande excedente seria possível amenizar a problemática da fome.

A Revolução Verde consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais, nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais.
A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome, apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos.
A eliminação total da fome através apenas do aumento de oferta de alimentos é impossível, pois o que adianta ter oferta e um amplo estoque, se a maioria das pessoas que passam fome possui renda muito baixa, além do mais os alimentos são vendidos, não oferecidos gratuitamente.
A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção, mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária, as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias, já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização, em razão da falta de apoio financeiro e técnico.
Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação, o produtor encontra-se endividado, então para sanar suas dívidas é obrigado a vender sua propriedade, às vezes são os latifundiários que fazem a compra, aumentando ainda mais seu latifúndio.

Na visão ambiental, o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente, como o empobrecimento e perda de toneladas de solo, poluição, surgimento de erosões, poluição dos mananciais provocada por agrotóxico, criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna.


Agribusiness


Agribusiness (do inglês, negócios agrícolas), que na prática significa “Agroindústrias”, é o termo utilizado para denominar a fusão da produção primária da Agricultura e pecuária com a indústria, onde ocorre o processamento ou industrialização dos produtos oriundos da Agropecuária. São exemplos de Agroindústria (Agribusiness): laticínio, frigorífico, indústria têxtil, entre outras.


Agrossistemas Alternativos

Representa uma forma de produção ecologicamente correta para amenizar os problemas sociais e ambientais. Nesse sistema, busca-se a eliminação de agrotóxico, que são chamados de produção orgânica, atualmente o produto orgânico tem conseguido um valor mais elevado, o preço maior é devido à qualidade dos produtos, pois são mais saudáveis, não há adição de substâncias químicas, pois o combate às pragas e os fertilizantes são feitos com controle biológico, ou seja, agentes que não são prejudiciais ao organismo e à natureza.
A produção alternativa pratica a policultura (cultivo de várias culturas), jamais a monocultura (cultivo de uma única cultura). Os objetivos são alimentos saudáveis e equilibro ambiental, diminuição do êxodo rural e do desemprego.


Apesar do crescimento da produção orgânica, a agricultura moderna provavelmente não será superada, pois a produção orgânica oferece produtos saudáveis, porém o resultado é baixo e se pensarmos na população mundial, que soma 6 bilhões de pessoas no mundo, não será possível a prática restrita da produção orgânica.


Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


Fonte: 

 http://www.brasilescola.com/geografia/as-caracteristicas-agropecuaria.htm  acesso em 20/08/12 às 13h44


E, o vídeo:  http://www.youtube.com/watch?v=iWi9WMll7mE   acesso em 20/08/12 às 12h25

sábado, 18 de agosto de 2012

Teorias Demográficas - 8ª A,B


TEORIAS DEMOGRÁFICAS

A TEORIA MALTHUSIANA - Exposta em 1789 (século XVIII), foi a primeira teoria demográfica de grande impacto e até hoje a mais popular de todas, apesar das falhas que apresenta.


Preocupados com os problemas sócio-econômicos (desemprego, fome, êxodo rural, rápido aumento populacional) decorrentes da Revolução Industrial e afetavam seriamente a Inglaterra, Malthus expôs sua famosa teoria a respeito do crescimento demográfico.
Para ele, a principal causa dos problemas que afetavam seu país era o grande crescimento populacional, especialmente dos mais pobres. A solução estaria no controle da natalidade, sendo que o referido controle deveria basear-se na sujeição moral do homem (casamentos tardios, abstinência sexual, etc.). Sua teoria é portanto nitidamente antinatalista e conservadora.
A teoria Malthusiana baseou-se em dois princípios:

1) Caso não seja detida por obstáculos (guerras, epidemias etc.), a população tende a crescer segundo uma PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (P.G),duplicando a cada 25 anos.

2) Os meios de subsistência, na melhor das hipóteses, só podem aumentar segundo PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A).
Para Malthus, a fome e a miséria eram resultados do elevado crescimento populacional. A solução, portanto, estava no controle da natalidade.


OS NEOMALTHUSIANOS - O quadro sócio-econômico do período pós-Segunda Guerra Mundial, marcado por taxas de crescimento demográfico muito elevadas no Terceiro Mundo, ao lado da situação de fome e miséria, ressuscitaram as idéias de Malthus.
Os Neomalthusianos ou alarmistas, temerosos diante desse quadro assustador do Terceiro Mundo, passam a responsabilizar os países subdesenvolvidos e o elevado crescimento demográfico como os culpados pelo referido quadro de horror.
Para os Neomalthusianos a solução estava na implantação de políticas oficiais de controle de natalidade mediante o emprego de pílulas anticoncepcionais, abortos, ligadura das trompas, vasectomia, etc.
Apesar de vários países terem adotado essas medidas, a situação de fome e miséria continua existindo.


OS REFORMISTAS OU MARXISTAS - Ao contrário de Malthus e os Neomalthusianos, que atribuem ao grande crescimento populacional do Terceiro Mundo a culpa pelo estado de pobreza e fome, os reformistas admitem que a situação de pobreza e subdesenvolvimento a que foi submetido o Terceiro Mundo é a responsável pelo excessivo crescimento demográfico e consequente estado de miséria.
Diante disso, os reformistas defendem a adoção de profundas reformas sociais e econômicas para superar os graves problemas do Terceiro Mundo. A redução do crescimento viria como consequência de tais reformas. Eles citam o exemplo dos próprios países desenvolvidos, cuja redução do crescimento só foi possível após a adoção de reformas sócio-econômicas e consequente melhoria do padrão de vida das suas populações.

Fonte:http://geoguia.blogspot.com.br/2008/11/teorias-demogrficas.html   acesso em 18/08/12 às 10h59
Outras sugestões de pesquisa:
 http://geografiageoradical.blogspot.com.br/2009/10/teorias-demograficas.html    acesso em 18/08/12 às 11h02

E, o vídeo: 
http://www.youtube.com/watch?v=fPAO-Ulmn8A  acesso em 18/08/12 às 11h04
Bom estudo,  e bjus da Katita

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

1º A, B (Língua Portuguesa) - Resumo da aula de 17/08/2012


Trovadorismo

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Introdução

Trovadorismo, também conhecido como Primeira Época Medieval, é o primeiro movimento literário da língua portuguesa. Iniciou-se em 1189 (ou 1198) em plena Idade Média no mesmo período em que Portugal começou a despontar como nação independente, no século XII; porém, as suas origens deram-se na Occitânia, de onde se espalhou por praticamente toda a Europa. Apesar disso, a lírica medieval galaico-português possuiu características próprias, uma grande produtividade e um número considerável de autores conservados.

As Origens do Trovadorismo Galego-Português

A mais antiga manifestação literária galego-portuguesa que se tem notícia é a "Cantiga da Ribeirinha", também chamada de "Cantiga da Garvaia", composta por Paio Soares de Taveirós provavelmente no ano de 1189 (ou 1198, há rasuras na datação).
Por essa cantiga ser a mais antiga registrada, convem-se datar daí o início do Lírica medieval galego-portuguesa. Ela se estende até o ano de 1418, quando se inicia o Quinhentismo em Portugal e na Galiza se inicam os chamados Séculos Escuros.
Trovadores eram aqueles que compunham as poesias e as melodias que as acompanhavam, e cantigas são as poesias cantadas. Quem tocava e cantava as poesias recebia o nome de Jogral (normalmente o Jogral era o próprio trovador).
As cantigas eram manuscritas e colecionadas nos chamados Cancioneiros (eram livros antigos, que reuniam grande número de trovas). São conhecidos três Cancioneiros: o "Cancioneiro da Ajuda", o "Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa" e o "Cancioneiro da Vaticana".

Trovadores e Jograis

Os trovadores geralmente pertenciam à pequena nobreza, embora alguns reis tivessem sido poetas. A literatura oral foi divulgada por jograis – recitadores, cantores e músicos que perambulavam por feiras, aldeias e castelos. A poesia, ligada à música, era composta pelos trovadores e cantada pelos jograis e menestréis.
Alaúde
alaúde foi introduzido na Península Ibérica pela conquista árabe. O instrumento dedilhado ganhou destaque desde o século X. Acompanhava as cantigas trovadorescas.

Principais manifestações literárias

Symphonia da Cantiga 160, Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio - Códice do Escorial. (1221-1284).A principal manifestação literária do Trovadorismo foi a poesia, representada pelas cantigas, que eram composições feitas para serem cantadas ou acompanhadas por instrumento musical.
As cantigas medievais portuguesas eram expressas na chamada “medida velha”, as redondilhas, versos de cinco ou sete sílabas, de tradição medieval. O idioma empregado era o galaico-português, comum à Galícia e a Portugal. O poeta chamava-se trovador e as cantigas podiam ser líricas ou satíricas. Elas encontram-se reunidas em volumes denominados cancioneiros, dos quais se destacam o Cancioneiro da Ajuda, o Cancioneiro da Vaticana e o Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa.
A prosa medieval apresentou caráter predominantemente documental, o que diminuiu seu valor literário. Apenas um gênero se destacou: as Novelas de Cavalaria, que eram narrativas de feitos heroicos e guerreiros, originadas nas antigas canções de gesta. Em Portugal, apenas as novelas do Ciclo Bretão ou Arturiano, sobre o rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, deixaram marcas.

Os Tipos de Cantigas

Dentro do Trovadorismo galego-português, as cantigas costumam ser divididas em:
a) Líricas: Cantigas de Amor e Cantigas de Amigo
b) Satíricas: Cantigas de Escárnio e Cantigas de Maldizer A cantiga mais antiga é a da Ribeirinha,

A Cantiga de Amor

Neste tipo de cantiga, o eu-lírico é masculino, e ele sempre canta as qualidades de seu amor, à quem ele trata como superior, para ele:
ela é a suserana
ele é o vassalo
reproduzindo, portanto, o sistema hierárquico feudal.
Ele canta a dor de amar e não ser correspondido (chamada de coita), e é a sua amada a quem ele se submete, e "presta serviço", e, por isso, espera benefício (escrito ben nas trovas).
Exemplo de lírica galego-portuguesa (de Bernal de Bonaval):
"A dona que eu am'e tenho por Senhor
amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me-a morte.
A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus
e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,
se non dade-me-a morte.
Essa que Vós fezestes melhor parecer
de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer,
se non dade-me-a morte.
A Deus, que me-a fizestes mais amar,
mostrade-me-a algo possa con ela falar,
se non dade-me-a morte."

A Cantiga de Amigo

Este tipo de cantiga não surgiu em Provença como as outras, teve suas origens na Península Ibérica. Nela, o eu-lírico é uma mulher (isso não quer dizer que quem a compunha era mulher), que canta seu amor pelo amigo (amigo = namorado) e se encontra acompanhada de sua mãe e amigas.
Normalmente, ela lamenta nas cantigas a ausência do amado. Outra diferença da cantiga de amor, é que nela não há a relação Suserano x Vassalo, ela é uma mulher do povo.
Exemplo (de D. Dinis)
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"

A Cantiga de Escárnio

Na cantiga de escárnio, o eu-lírico faz uma sátira:
1º a alguma pessoa;
2º de forma indireta;
3º cheia de duplos sentidos;
4º o nome da pessoa satirizada não é revelado.
Exemplo de cantiga de escárnio.
Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv[o] em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!
(...)

A Cantiga de Maldizer

Ao contrário da cantiga de escárnio, a cantiga de maldizer traz:
1º uma sátira direta e sem duplos sentidos;
2º é comum a agressão verbal à pessoa satirizada;
3º e muitas vezes são utilizados palavrões;
4º o nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado.
Exemplo de cantiga Joan Garcia de Guilhade
"Ai dona fea! Foste-vos queixar
Que vos nunca louv'en meu trobar
Mais ora quero fazer un cantar
En que vos loarei toda via;
E vedes como vos quero loar:
Dona fea, velha e sandia!
Ai dona fea! Se Deus mi pardon!
E pois havedes tan gran coraçon
Que vos eu loe en esta razon,
Vos quero já loar toda via;
E vedes qual será a loaçon:
Dona fea, velha e sandia!
Dona fea, nunca vos eu loei
En meu trobar, pero muito trobei;
Mais ora já en bom cantar farei
En que vos loarei toda via;
E direi-vos como vos loarei:
Dona fea, velha e sandia!"

Trovadores

- Afonso Sanches
- Aires Corpancho
- Aires Nunes
- Bernardo Bonaval
- Dom Dinis I de Portugal
- D. Pedro, Conde de Barcelos
- João Garcia de Guilhade
- João Soares de Paiva ou João Soares de Pávia
- João Zorro
- Paio Gomes Charinho
- Paio Soares de Taveirós (Cantiga da Garvaia)
- Meendinho
- Martim Codax
- Nuno Fernandes Torneol
- Guilherme IX, Duque da Aquitânia
- Pedro III de Aragão

Referências

VIEIRA, Yara. Vozes do Trovadorismo Galego-Português. Editora: Ibis
MEDEIROS, Lênia Marcia de. A Literatura Portuguesa em Perspectiva Trovadorismo Humanismo. Editora: Atlas
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Souza, Jesus Barbosa. Literatura Produção de Textos & Gramática. Editora: Saraiva
Wikipedia
Fonte: http://www.algosobre.com.br/literatura/trovadorismo.html   acesso em 18/08/12 às 01h31


E, o video: http://www.youtube.com/watch?v=VBJo_LwqPhw  acesso em 18/08/12 às 01h32

terça-feira, 14 de agosto de 2012

1º A, B - Entregar na quinta-feira (16/08/12)


Atividade Avaliativa sobre “Poética de Aristóteles - Tragédia”
Medeia de Eurípedes 
1.    Qual a obra lida? De forma sintética, faça uma explanação da narrativa e comente acerca do seu desfecho.
2.    Aristóteles dividiu sua poética em tragédia e comédia, de acordo com temas estudados em sala, defina esses termos.
3.   Comente a seguinte afirmação: O maior legado literário deixado pelos gregos são as tragédias.” E responda, mas o que é tragédia grega, como é caracterizada?

4.    Elenque os elementos da narrativos presentes na obra lida.
Os elementos que compõem a narrativa são:
- Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
- Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante);
- Narrador (narrador-personagem, narrador-observador).
- Tempo (cronológico e psicológico);
- Espaço.

Podem baixar a obra a partir dos sites:

Boa Leitura...Bjus, Katita

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Haicai


O Zen e a Arte do Haikai
RODRIGO DE ALMEIDA SIQUEIRA

"O Sentido e a essência não se encontram
em algum lugar atrás das coisas,
senão em seu interior, no íntimo de todas elas."
      (Hermann Hesse)



    O haikai é uma pequena poesia com métrica e molde orientais, surgida no século XVI, muito difundida no Japão e vem se espalhando por todo o mundo durante este século. Com fundamento na observação e contemplação enfatizando o sentimento natural e milenar de apreciação da natureza através da arte, sentimento este inerente a todo o ser humano. O mais tradicional poeta deste estilo é Matsuo Basho, monge Zen que aperfeiçoou o estilo e divulgou suas obras no final do século XVII.

    Ao sol da manhã
  uma gota de orvalho
    precioso diamante.
        - Matsuo Basho (1644-1694)

    As vantagens sobre o estudo e disciplina na escrita e apreciação de haikais são infindáveis. Áreas da vida como percepção, concentração, escrita em geral, comunicação, relacionamentos, intuição, autoconhecimento, meditação, expressão e gosto estético são afetadas e desenvolvidas de forma surpreendente e enigmática por quem entende e participa do haikai.

    Quietude --
O barulho do pássaro
    Pisando em folhas secas.
        - Ryushi

    É uma forma pura de poesia que possui uma longa história que retoma a harmonia da filosofia espiritualista e o simbolismo taoísta dos místicos orientais e mestres zen-budistas, que expressam muito de seus pensamentos e ensinamentos na forma de mitos, símbolos, paradoxos e imagens poéticas. Isto se deve à tentativa de transcender a limitação imposta pela linguagem usual e pelo pensamento linear e científico, que trata a natureza com fórmulas e o próprio ser humano como máquina.

      Já é primavera:
    Uma colina sem nome
    Sob a névoa da manhã.
        - Matsuo Basho

    Esta antiga forma poética permanece hoje revelando a sensibilidade dos poetas na busca da essência da natureza, no íntimo de todas as coisas de forma simples, sutil e artística. Seu pequeno tamanho está relacionado com a busca da unidade de forma compacta, com o foco e com o fato de que é mais fácil transmitir, lembrar e reviver rapidamente as impressões em poemas curtos.

    Passo a passo
sobre a montanha no verão -
    de repente o mar.
        Issa (1763-1827)

    O objetivo é capturar a essência do local numa poesia contemplativa com grande valorização nos contrastes, na transformação e dinâmica, nas cores, nas estações do ano, na união com a natureza, no momento passageiro versus eternidade (ruptura do contínuo) e no elemento de surpresa. O prazer está nos contrastes, nos jogos da luz e da sombra da realidade e dos sonhos e do misterio. Está justamente na interseção entre o que é conhecido e lógico e o desconhecido. A beleza está no equilíbrio das partes. A visão da eternidade e unidade que existe nas coisas e na natureza como um todo é encontrada na observação de cada um dos múltiplos momentos passageiros que a compõe.
    Assim como o click de uma máquina fotográfica, deve registrar ou indicar um determinado momento, sensação, impressão ou drama de um fato específico da natureza. É aproximadamente a imagem de um flash ou resultado de uma descoberta ou insight cercada de pureza, simplicidade e sinceridade.
    O haikai possui uma estrutura extremamente concisa, que se situa em torno de uma série bem definida de regras, mas nem sempre obedece à sua forma original, podendo ser levemente modificada e adaptada para diversas circunstâncias. Cada haikai pode ser escrito com um fator predominante em sua composição. Alguns dão mais importância ao conteúdo com a imagem de um momento da natureza. Outros escrevem com a intuição e inspiração no zen-budismo. Outros dão mais importância à métrica com 17 sílabas, usuais ou poéticas, distribuídas em 3 linhas com 5 sílabas na primeira linha, 7 na segunda e 5 na terceira (forma 5-7-5). Alguns buscam a rima ou então a utilização do kigo, palavra ou termo relativo à estação do ano.
    O uso de figuras de linguagem como metáforas costuma ser evitado, pois pode levar a distrações e desvios no foco da imagem ou do tema central, por ser referente a um modo externo à cena, das idéias abstratas e não dos fatos e objetos verdadeiros do haikai.
    Apesar do conteúdo muitas vezes lembrar o instantâneo e o efêmero, o haikai, ao ser escrito, exige do poeta paciência, força de vontade e trabalho para focalizar a idéia da imagem captada, de forma que esta possa ser colocada por escrito na forma correta, pois as palavras são poucas e cada uma tem o seu peso. A dificuldade, porém, é apenas aparente, pois a essência do haikai é a mesma da natureza e do ser humano. O trabalho está em percorrer o caminho entre o momento da idéia ou da imagem na mente e o trabalho final no papel, em palavras.
    Tanto neste momento do ato criativo poético como no da criação científica, o que ocorre é um contato com o real, que é muito mais vasto do que tudo que é compreendido ou compreensível, com maiores dimensões, infinitas variedades e tal amplidão que a lógica linear nem sonharia em imaginar. Por ser um surto espontâneo de intuição que vem de dentro da pessoa (criador cientista ou poeta), este momento de descoberta não contém mecanismos racionais nem é explicável logicamente. A idéia é trabalhada posteriormente para tomar forma mais coerente ou apresentável e, ao se concentrar para aperfeiçoar um poema, o poeta experimenta o processo de lapidação de sua própria alma.
    Dadas as regras, qualquer pessoa com percepção e vontade pode se tornar poeta. Assim, até as crianças que são tocadas pelo haikai podem fazê-lo com perfeição e ainda com vantagem de conter pureza, alegria, simplicidade e mostrar diretamente a imagem sem o uso de metáforas distantes, conforme o perfeito espírito do haikai. Quando é escrito por uma criança, ele está refletindo seu coração e sua mente em toda sua inocência e sinceridade. Reflete a rica imaginação da criança e mostra seu sentimento poético do mundo.
    Nos concursos são reservados temas, colocações e programação especial para a categoria infantil, com resultados excelentes no mundo inteiro. A união dos povos e culturas pelo haikai é concretizada com a união das crianças no World Childrens Haiku Contest, um evento de escala global que leva poetas infantis do mundo inteiro a participarem e se reunirem todos os anos no Japão para o aperfeiçoamento da técnica e a troca de experiências.
    É comum os haikais de crianças serem ilustrados com desenhos feitos por elas mesmas, dando ainda mais vida e registrando neste desenho a imagem que foi passada no poema escrito. O ensino é feito com a esperança de inspirá-las de maneira a mantê-las integradas com a natureza na criação dos haikais, que possuem a mensagem e o espírito de preservação do meio ambiente em forma de poesia.
    Na sociedade de hoje, as pessoas perderam muito da capacidade de contemplação, que é descobrir poesia e encontrar mistérios nos simples acontecimentos ou objetos. Devemos estar atentos às pequenas surpresas que revelam novos pontos de vista e usar a poesia para ajudar a decifrar os eventos que estão sempre à nossa volta.
    Na filosofia Zen, assim como no haikai, é necessário ter introspecção e análise mais profunda, fazendo-se perceber e descobrir curiosos e belos fatos naturais que de outra forma passariam despercebidos. Mais do que inspiração, é preciso meditação, esforço e, principalmente, percepção para a composição de um verdadeiro haikai. Participe e compartilhe!
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Rodrigo de Almeida Siqueira foi vencedor do 9 Encontro Brasileiro de Haikai, realizado em outubro de 1994 em São Paulo.


Outras fontes:
http://educarparacrescer.abril.com.br/haicai/ acesso em 02/08/12 às 17h17
http://www.haicai.com.br/ acesso em 02/08/12 às 17h18
http://www.kakinet.com/caqui/nyumon.htm acesso em 02/08/12 às 17h20
http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/326821  acesso em 02/08/12 às 17h21
 Bjus e boa leitura...
Katita

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Jogos legais de Geografia

Sugestão de sites: http://terrinhas.no.sapo.pt/jogos.htm
http://www.estig.ipbeja.pt/~pmmsc/git/jogos.html
Divirtam-se...Bjus

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Alunos dos 1os Ae B - Língua Portuguesa

Acessem o site abaixo e respondam aos exercícios de 01 a 20. Após o término, cliquem em VER NOTA...
Deem um "PRINT SCREEN", colem no WORD OU PAINT e tragam o material impresso E COLADO NO "CADERNO DE EXERCÍCIOS" na QUINTA-FEIRA (14/06/2012)

http://www.graudez.com.br/portugues/ortografia1.htm acesso em 11/06/12 às 17h30...

Bjus e bom trabalho...